Herpes: principais causas e tratamentos

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A herpes é uma infecção extremamente conhecida. Por sua alta incidência, é comum ter pomadas ou medicamentos orais de livre comércio em drogarias e farmácias. Mas, você sabe quais são as causas da herpes ou até mesmo qual o tratamento mais eficaz?

Para se ter ideia da proporção, de acordo com a Federação Médica Brasileira, a herpes acomete 95% da população brasileira. Já a níveis mundiais, 67% da população com menos de 50 anos possui a doença. Esse último dado é da Organização Mundial da Saúde.

Nesse artigo, apontaremos o que causa a herpes, seu tratamento e os tipos da inflamação. Então, se quer saber um pouco mais, basta continuar a leitura!

Afinal, o que é a herpes?

A herpes é pode ser causada pelo vírus herpes simplex 1 (HSV), vírus herpes simples 2 (HSV) e vírus herpes do tipo 3, ou herpes-zóster. Geralmente ele provoca infecções que afetam a pele, a cavidade oral, os lábios, os olhos e os órgãos genitais. Os sintomas iniciais começam com formigamento, coceira, ardor, vermelhidão e bolhas no lugar afetado, para depois se transformar em feridas.

Logo quando o vírus invade o corpo, ele percorre a mucosa da boca até se instalar nas terminações nervosas, mais especificamente nos gânglios. Os primeiros ataques ocorrem quando o indivíduo infectado está com a imunidade baixa, os fatores de risco são:

  • exposição excessiva à luz solar;
  • doença febril;
  • estresse físico ou emocional;
  • imunossupressão;
  • estímulos desconhecidos.

Existem inúmeras maneiras da herpes ser transmitida. As mais comuns são por gotículas de saliva, beijo ou compartilhar objetos que estejam contaminados ou contato sexual. Por esse motivo, é comum que o primeiro contato com o vírus ocorra logo na infância.

Além disso, algumas doenças são desencadeadas pela presença da infecção no organismo. Listamos abaixo as principais com as suas características particulares:

Infecção mucocutânea

De todas, essa é a mais comum. A infecção mucocutânea resulta em lesões que podem surgir em distintas partes da pele ou mucosa, sendo mais propícia na boca, nos lábios, nas genitais e na córnea.

Infecção ocular

Essa infecção causa dor na região dos olhos, além de resultar em lacrimejamento, fotofobia e úlceras de córnea. Ela também é popularmente conhecida como queratite por herpes simples.

Panarício herpético

O panarício acomete a falange distal, causando dor em toda a região. Por ser resultado de uma inoculação do HSV, é muito comum afetar profissionais da saúde. Ela pode ser caracterizada como uma lesão eritematosa.

Herpes simples neonatal

Como o nome dá a entender, essa herpes acomete recém-nascidos e pode ser passada pela mãe que possui o vírus no organismo. A transmissão ocorre por secreções vaginais contaminadas, logo no parto, sendo desenvolvida na 1ª a 4ª semana de vida da criança.

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A herpes simples neonatal deve ser observada com extremo cuidado, pois ela pode provocar a morbidade e mortalidade.

Infecção do SNC

Também conhecida como encefalite herpética, essa infecção ocorre de maneira esporádica, mas pode ser grave. Os principais sintomas são convulsões múltiplas.

Quais os tipos de herpes?

Existem três tipos de herpes acometidas pelo vírus herpes simplex 1 (HSV). Apesar de conterem sintomas parecidos, eles afetam distintas partes do corpo; seja na boca, nas regiões genitais ou na pele e mucosa. Veja:

  • herpes tipo 1: é o mais comum, sendo caracterizada pelas lesões orais;
  • herpes tipo 2: responsável pelas lesões nas regiões genitais e contraído por meio do ato sexual;
  • herpes tipo 3: também conhecido como herpes Zóster, é uma infecção originada do mesmo vírus que causa varicela (catapora). Os principais sintomas são dor e lesões na pele que persistem por semanas ou até meses.

Como diagnosticar?

Para diagnosticar corretamente a herpes é imprescindível uma análise clínica — o profissional também irá direcionar para o melhor tratamento. Esse teste é realizado com base nas lesões características, avaliando seu tamanho e coloração. 

O teste de Tzanck também é bastante utilizado. Com ele, ocorre a raspagem de uma base de úlcera para procurar células causadoras da herpes.

Por último, o vírus HSV também pode ser identificado por imunofluorescência direta (técnica que utiliza anticorpos marcados com corantes fluorescentes para revelar a formação de imunocomplexos) em raspagem de lesões. São usadas PCR de LCR e RM para diagnosticar encefalite por herpes.

Como é realizado o tratamento?

Para quem não apresenta risco de agravamento da herpes, o tratamento precisa ser sintomático, ou seja, relativo ao sintoma, às manifestações de determinadas doenças. Nesse caso, pode-se administrar antitérmico, analgésico não salicilato e, para atenuar o prurido (pus), anti-histamínico sistêmico. Também é fundamental higienizar regularmente a área afetada com água e sabonete.

Já para aqueles que apresentam risco de agravamento, será necessário um tratamento por meio da administração do antiviral aciclovir, medicamento com ação antiviral. De acordo com o Ministério da Saúde, é indicado para o uso do aciclovir, que deve ser prescrito apenas por médicos.

É possível prevenir?

Respondendo a questão acima, sim, é possível prevenir a herpes. Caso você tenha contato próximo com alguma pessoa que porta o vírus — e a herpes esteja manifestada —, evite compartilhar copos, garrafas de bebidas e até mesmo protetores labiais. O uso de preservativos é sempre recomendado.

Caso você tenha o vírus, mas ele ainda não manifestou, tome cuidado ao sair ao sol. Afinal, os raios ultravioletas podem ressecar os lábios, os deixando mais sensíveis.

Por último, preste atenção na alimentação. Alguns alimentos possuem uma substância denominada arginina, um aminoácido que ajuda na reprodução do vírus. Entre os principais que precisam ser reduzidos são:

  • castanhas;
  • chocolates;
  • laranja;
  • uvas;
  • amêndoas.

Não é possível curar a herpes simples, apenas reduzir seus efeitos e a manifestação frequente do vírus. Por isso, muita atenção: a partir do momento que os primeiros sinais surgirem, procure um especialista da saúde e evite a automedicação.
O conteúdo acima foi útil para você? Como dito anteriormente, o estresse pode agravar a herpes. Quer saber mais o quê esse mal pode causar no nosso corpo? Clique aqui.

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