O que o estresse causa no corpo?

Tempo de leitura: 3 minutos

O estresse é um grande vilão na sociedade moderna. Esse estado emocional é delicado e acionado por uma série de situações. Alguns exemplos são: falta de dinheiro, brigas, insegurança, demissão, cobranças, insatisfações e quebras de expectativa.

Por mais que esse seja um comportamento comum e de ocorrência possível para todos nós, a exposição excessiva ao estresse gera uma série de problemas psicológicos, biológicos e sociais que devem ser considerados.

Caso tenha interesse nesse tema, continue a leitura!

Qual é o impacto do estresse no cérebro?

Quando ouvimos a palavra “estresse”, alguns de nós já começa a lembrar das situações em que sentiu. Mas poucos pensam nos impactos que ele tem no cérebro.

Durante uma situação estressante, o indivíduo tem uma ativação mais intensa do seu Sistema Nervoso Autônomo Simpático. Essa área, além de ser responsável pelas mudanças corporais iniciais (taquicardia, peristaltismo do esôfago, contração de vasos sanguíneos etc), também afeta a fisiologia do cérebro.

Os primeiros sinais são percebidos devido à liberação da acetilcolina. Em seguida, inicia-se grande produção de norepinefrina e epinefrina — ambas responsáveis por ativar os receptores adrenérgicos.

Como resultado de toda a reação de defesa do organismo, existe, ainda, a liberação de cortisol e adrenalina.

Em períodos prolongados de estresse é possível que o indivíduo também venha a apresentar uma elevação do nível basal de testosterona.

Sistema Nervoso Autônomo Simpático

Como falamos, o grande responsável pela reação de estresse é o Sistema Nervoso Autônomo Simpático. Isso significa que o comportamento adaptativo não afeta apenas o cérebro, mas também todo o corpo por meio de uma reação em cadeia.

Os impactos mais diretos da reação ao estresse por meio de mensagens eferentes (que são enviadas do cérebro para o corpo) são:

  • aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia);
  • dilatação da passagem dos brônquios (facilita a hiperventilação);
  • redução da movimentação do intestino grosso;
  • compressão dos vasos sanguíneos e aumento da pressão;
  • aumento da contração do esôfago;
  • dilatação da pupila (aumento de entrada de luz e visão acinzentada);
  • sudorese.

Já com relação às mensagens aferentes (que são enviadas do corpo para o cérebro) é possível que a pessoa seja acometida por sensações de:

  • dor;
  • frio (palmas das mãos tendem a ficar suando e geladas);
  • calor (a temperatura do peito e da face aumenta em relação ao resto do corpo).

Doenças que podem aparecer em situação de estresse

O estresse é um mecanismo evolutivo de defesa que permitiu ao ser humano se preparar para se situações de confronto com predadores. Essa ferramenta ainda é útil no dia a dia social. O nosso corpo foi feito para suportar essa descarga de hormônios em momentos pontuais.

Entretanto, a exposição constante ao estresse, de maneira crônica, pode levar a uma série de complicações e, até mesmo, comorbidades, como:

  • síndrome do pânico;
  • depressão;
  • hipertensão;
  • dependência a substâncias depressoras do Sistema Nervoso (tabaco, álcool e canábis, por exemplo);
  • burnout;
  • diversas doenças causadas pela queda da imunidade, como alergias e infecções.

Como podemos ver ao longo deste texto, o estresse é um mecanismo de defesa importante, mas ele exige muito consumo de recursos do nosso corpo.

Assim, estados prolongados podem favorecer o surgimento de doenças, além de alterarem as análises clínicas em função da liberação hormonal que acontece.

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