Doação de Sangue: requisitos e conscientização

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Somente 1,6% da população brasileira faz doação de sangue e, dentre esses, a maioria é jovem.

Cerca de 42% dos doadores possui idade entre 18 e 29 anos. De acordo com os parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), a quantidade de doadores no Brasil está dentro da média mundial.

Ainda que dentro da média mundial, há muito a ser feito: com frequência vemos nos noticiários reportagens que abordam a falta de estoque de sangue em hemocentros.

Considerando a importância do assunto, resolvemos trazer o assunto para o nosso blog. Quais são os requisitos para doação de sangue e por que a conscientização é tão importante? 

Vamos descobrir juntos? 

Por que doar sangue?

Apesar de estar dentro da média mundial, o Brasil ainda está longe de alcançar uma das metas da OMS para doações de sangue, que é de 3% da população. 

Doar sangue é um ato de cidadania e um gesto de solidariedade. Por meio da doação, o doador ajuda outra pessoa, mesmo sem saber de quem se trata. De acordo com estudos, uma doação de sangue pode salvar até 4 vidas.

O sangue é um componente vital para todos os seres vivos, mas, lamentavelmente, a ciência ainda não conseguiu reproduzir de forma artificial esse importante elemento. E, graças a doações, cirurgias complexas, como do coração, transplante órgãos, além de atendimentos de urgência, podem ser realizados.

Mas não é tão simples assim…

Como é o processo?

Doar sangue não significa, necessariamente, que ele chegará aos estoques dos hemocentros. 

Após as retiradas de sangue, são feitos exames de triagem para identificação de doenças infecciosas. Os exames buscam pesquisar traços de HIV, Hepatite B e C, doença de Chagas e Sífilis. 

O objetivo dos testes não é diagnosticar os doadores, mas sim realizar a triagem do sangue para garantir a máxima segurança possível para quem receberá a transfusão.

Entretanto, após a retirada, a triagem ocorre e o resultado dos exames podem ser retirados 30 dias após a doação pelo próprio doador ou por terceiros, desde que eles possuam documentação ou autorização escrita e assinada.

Nos casos em que ocorrem alterações nos resultados, o doador é avisado e existe a possibilidade de repetir os exames. Os testes são muito sensíveis, portanto, é importante não se assustar caso o hemocentro notifique o doador. 

Quando ocorre, a notificação é feita por carta e o doador é convocado a comparecer a um dos bancos de sangue para receber esclarecimento com um dos médicos e a retirar uma nova amostra.

Como o sangue é utilizado?

Após passar pela triagem e ser classificado como seguro para quem receberá a transfusão, o sangue é processado. Nesse processo ele é separado em seus quatro elementos: hemácias, plasma, crioprecipitado e plaquetas. 

Veja como cada um destes componentes é utilizado:

  • hemácias: são direcionadas para pacientes com anemias graves, hemorragias e que realizaram cirurgias;
  • plasma: para pacientes com problemas de coagulação;
  • crioprecipitados: para pessoas com falta de fibrinogênio (uma proteína) ou com deficiência de um fator específico de coagulação;
  • plaquetas: para pacientes que necessitem de transplante ou com casos de câncer.

Quem pode fazer a doação de sangue?

Para ser um doador, no Brasil, é preciso seguir alguns requisitos. Confira quais são:

  • pesar mais de 50 quilos;
  • não ter ingerido álcool nas 12 horas anteriores à doação; 
  • não estar de jejum no momento de doar;
  • ter entre 16 e 69 anos. 

É importante ter atenção a alguns detalhes quanto à idade dos doadores: para os menores de 18 anos é preciso o consentimento dos pais ou responsáveis. Já para os que têm idade entre 60 e 69 anos, só é possível doar caso a primeira doação tenha sido feita antes dos 60 anos. 

No dia, só é possível realizar a ação perante apresentação do documento de identidade com foto. 

Existem algumas medidas que buscam deixar esse ato seguro para os que se voluntariam a fazê-lo. É o caso, por exemplo, da frequência máxima de doações por ano. Atualmente, é possível doar sangue, no máximo, quatro vezes ao ano, mantendo um intervalo mínimo de dois meses entre elas (para homens) ou três meses (para mulheres).

Quais fatores podem ser impeditivos para a doação de sangue?

Em determinadas situações não é possível realizar doação, para segurança do voluntário e do paciente que irá receber o sangue. Conheça-as abaixo:

  • até 90 dias após o parto normal e 180 dias após uma cesariana;
  • pessoas que fizeram tatuagens ou piercings nos últimos 12 meses;
  • se realizados procedimentos endoscópicos nos últimos 6 meses;
  • realização de extração dentária nos últimos 7 dias ou em cirurgias odontológicas com uso de anestesia geral nas últimas 4 semanas;
  • em casos de resfriado, é necessário aguardar 7 dias após o desaparecimento dos sintomas;
  • em casos de gravidez;
  • após sessões de acupuntura, a doação é impedida por 24hs se o material for descartável;
  • após receber vacina contra a gripe, a espera antes de doar deve ser de 48 horas;

Existem outros fatores que também impedem temporariamente a doação, como em casos de herpes, nos quais deve-se esperar o desaparecimento total das lesões. 

Outro fator determinante é a localidade onde a pessoa esteve nos últimos dias. Caso tenha ido aos estados do Amapá, Amazonas, Pará, ou Mato Grosso, é necessário aguardar 12 meses para doar após o retorno. Em caso de viagens ao exterior, a limitação varia de 3 a 12 meses dependendo da possibilidade de doenças como malária e febre amarela.

Como os laboratórios podem incentivar a doação de sangue?

Como comentado anteriormente, as doações de sangue no Brasil, apesar de estarem dentro do padrão mundial, ainda assim não estão dentro da meta da OMS. Sendo assim, é importante que componentes da sociedade, além do governo, incentivam a população a realizar doações. 

Principalmente os estabelecimentos de saúde, como é o caso dos laboratórios. 

Campanhas de doações feitas através de folders, banners e propagandas televisivas podem incentivar a população a doar e ajudar quem precisa. 

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