Tubos para Coleta Venosa: principais usos e diferenças

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Ao estabelecer qual sistema é mais adequado para a coleta venosa de sangue é necessário saber quais materiais devem fazer parte dessa coleta, de forma que o processo seja o ideal para cada solicitação.

Em casos de flebotomia – coleta de sangue – todas as etapas do processo podem afetar a confiabilidade do resultado final, sendo assim, é importante garantir que todos os materiais são de qualidade e que o procedimento seja apropriado.

Para entender as principais diferenças entre os tubos para coleta venosa, é só continuar a leitura!

A fase pré-analítica dos exames

A fase pré-analítica é um momento delicado dos testes de laboratório. Ela engloba desde a solicitação do médico pelo exame até o momento em que as amostras são enviadas para análise nos laboratórios

Sendo assim, ela representa o caminho da solicitação do exame, preparo do paciente, cadastro, coleta venosa, centrifugação, acondicionamento e transporte das amostras.

Mais de 70% dos erros laboratoriais são decorrentes de falhas no processo pré-analítico.

Por isso, aplicar as boas práticas e utilizar de materiais de qualidade na fase pré-analítica são indispensáveis para a obtenção de resultados corretos

Os tubos de ensaio são parte dessas fases e possuem o importante papel de armazenar as amostras a serem analisadas. 

Tubos de coleta venosa a vácuo.

Um dos sistemas de coleta venosa para exames de sangue mais comuns envolve a utilização de tubos de extração a vácuo. Esses sistemas são fechados de modo que reduzem os riscos de exposição direta ao sangue, evita contaminação das amostras e torna a coleta venosa de múltiplas amostras mais simples por meio de uma única punção venosa

Além de garantir que o laboratório possua um processo de qualidade, também é imprescindível estar atento ao estoque de materiais que auxiliam as coletas, como tubos, agulhas, álcool, etc.

Por que utilizar tubos de coleta a vácuo na Coleta Venosa?

Conheça algumas vantagens de se utilizar os tubos de coleta a vácuo:

  • Segurança e conforto ao paciente: com o sistema a vácuo é possível realizar a coleta venosa de vários tubos de uma só vez.
  • Facilidade de manuseio: a etiqueta do tubo possui as determinações de volume de sangue coletado em proporção com os ativadores de coágulo ou coagulantes presentes.
  • Segurança para o profissional da saúde: sem o manuseio da amostra de sangue existe a minimização dos riscos de contaminação, pois o sangue entra diretamente no recipiente da coleta.
  • Atendimento à Norma Regulamentadora 32: com a redução dos riscos de contaminação, esse sistema respeita a NR32, que define diretrizes básicas para a tomada de medidas que garantam segurança e saúde do trabalhador.

Padrão de cores dos tubos

Para diferentes testes existem diferentes tubos. Dessa forma, cada tubo possui uma cor que é referente ao aditivo ou aos aditivos presentes dentro do recipiente. 

Existem aditivos com objetivo de promover a coagulação mais rápida do sangue, enquanto outros estão dentro dos recipientes para evitá-la. Existem também os que estabilizam analitos ou células sanguíneas importantes para a análise.

Tendo conhecimento disso, é importante que os tubos sejam categorizados de acordo com seus componentes, de forma a facilitar e orientar o processo da melhor forma para os profissionais do seu laboratório.

Veja abaixo o que significa cada cor de tubo: 

  • Azul – possui citrato de sódio, que é utilizado com objetivo de estimular a coagulação. 
  • Vermelho – ativador de coágulo, por isso, objetiva acelerar a coagulação do sangue coletado.
  • Amarelo – possui ativador de coágulo + gel. Esses dois componentes fazem com que o sangue coagule mais rapidamente e, após a coagulação, o gel realiza a separação física entre a porção celular e a líquida (soro).
  • Rosa/roxo/lilás – as paredes desse tubo são jateadas com EDTA , conhecido por ser o melhor anticoagulante para a preservação da morfologia celular, sendo assim, é recomendado para as rotinas de hematologia.
  • Verde – Esse tubo possui heparina de lítio, um aditivo que ativa enzimas antiplaquetárias que bloqueiam a cascata da coagulação.
  • Cinza – fluoreto de sódio e EDTA, com as funções de inibidor glicótico e anticoagulante, respectivamente, esses compostos são utilizados para análises que incluem dosagem de glicose.

Ordem correta na utilização

A ordem de coleta venosa foi definida para evitar a contaminação por aditivos nos próximos tubos quando são necessários de mais de uma coleta venosa em um mesmo paciente.

A sequência de utilização dos tubos deve ser:

  1. Azul
  2. Amarelo ou vermelho
  3. Verde
  4. Rosa/lilás/roxo
  5. Cinza.

Essa ordem é baseada em recomendações da CLSI H3-A6 (Procedures for the Collection of Diagnostic Blood Specimens by Venipunctures; ApprovedStandart, 6the).

Quando não utilizamos os tubos da forma correta, as amostras podem sofrer interferências, as quais influenciam nos resultados dos testes. Isso implica a necessidade de realizar  testes adicionais ou mesmo a indicação de tratamentos incorretos.

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