Câncer infantil: por que o diagnóstico precoce é essencial?

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O câncer infantil é uma triste realidade no nosso país. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a cada ano, mais de 12 mil crianças são diagnosticadas com esse mal. Por um outro lado, em uma perspectiva positiva, com o avanço da medicina 64% dos casos no Brasil estão sendo vencidos.

Além da ajuda da medicina combinada à tecnologia, é imprescindível que um diagnóstico precoce seja efetivado. O motivo principal seria a forma com que as células mutadas se multiplicam dentro do organismo. Como essas células não conseguem amadurecer, elas permanecem com as características semelhantes às célula embrionária.

Essas características peculiares fazem distinguir o câncer infantil do câncer em adultos. Para essa faixa etária, os cânceres mais comuns são as leucemias, tumores do sistema nervoso central, linfomas e tumores sólidos como o neuroblastoma, sarcomas e o tumor de Wilms.

Como os sintomas são mais complicados de serem percebidos, é preciso estar atento a qualquer sinal que a criança apresentar — falaremos melhor sobre eles à frente. Principalmente porque, ao contrário do câncer em adultos, não são hábitos de vida ou fatores ambientais que causam a doença.

Quer entender um pouco mais sobre o câncer infantil? Basta continuar a leitura para sanar todas as suas dúvidas!

O que causa o câncer infantil?

Como dito anteriormente, não existe nenhum hábito da criança que causa o surgimento de um câncer.Por isso, as causas estão relacionadas à ordem genética e à capacidade do corpo de se defender de ameaças externas. Quando acontece a multiplicação das células anormais, pode dar origem a tumores malignos (câncer) ou benignos, os quais apresentam baixo risco de vida.

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Apesar do câncer infantil ser mais rápido e invasivo, suas chances de cura são maiores. Isso ocorre pois os pequenos reagem melhor à quimioterapia, com isso, o organismo infantil também lida melhor à químio do que o organismo de um adulto. De acordo com o Inca, as chances de cura são de 80%.

Ainda de acordo com o Instituto, se os sintomas iniciais não demorassem tanto para serem diagnosticados como câncer, a chance de cura poderia chegar a 90% dos casos.

Quais são os principais sintomas?

O Inca lançou uma cartilha com os principais sintomas para quais os pais precisam ter atenção redobrada. O material pode ser conferido na íntegra clicando nesse link, mas para facilitar, descrevemos abaixo quais são eles. Confira abaixo:

  • Palidez, hematomas ou sangramento, dor óssea;
  • Caroços ou inchaços — especialmente se indolores e sem febre ou outros sinais de infecção;
  • Perda de peso inexplicada ou febre, tosse persistente ou falta de ar, sudorese noturna;
  • Alterações oculares — pupila branca, estrabismo de início recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos;
  • Inchaço abdominal;
  • Dores de cabeça, especialmente se incomum, persistente ou grave, vômitos (em especial pela manhã ou com piora ao longo dos dias);
  • Dor em membro ou dor óssea, inchaço sem trauma ou sinais de infecção.

Quais cânceres mais acometem as crianças?

No início desse artigo, citamos os cânceres mais comuns de acontecer na primeira idade (de 0 a 3 anos). Para deixar um pouco mais claro sobre as áreas que esses males podem afetar, detalhamos abaixo:

  • Leucemias: câncer que ocorre na formação das células sanguíneas, dificultando a capacidade do organismo de combater infecções;
  • Tumores do sistema nervoso central (SNC): os tumores do SNC devem-se ao crescimento de células anormais nos tecidos dessas localizações;
  • Linfomas: um câncer do sistema linfático que é formado por órgãos (linfonodos, amígdalas, baço) e uma grande rede de vasos parecidos com as veias, que estão distribuídos por todo o corpo;
  • Neuroblastoma: câncer encontrado nas glândulas adrenais;
  • Sarcomas: câncer que atinge especialmente ossos e partes moles, essas áreas representam 50% do nosso corpo;
  • Tumor de Wilms: tipo de tumor renal mais comum na infância e pode acometer um ou ambos os rins.

Quais são os desafios da medicina na luta contra o câncer infantil?

Um dos maiores fatores de risco durante o tratamento é a possibilidade das crianças desenvolverem infecções decorrentes da doença e da quimioterapia. Isso aumenta a mortalidade dos pacientes mirins que são condicionados a esse tipo de procedimento.

Já os gestores de laboratórios precisam ter certeza que um atendimento humanizado será realizado. Explicando sucintamente, esse tipo de atendimento prioriza acolher as pessoas, escutando o que elas têm a dizer e respeitando suas opiniões. Essa é, sem dúvida, a melhor estratégia para quem quer conquistar clientes e torná-los promotores do negócio.

Caso o câncer infantil seja detectado, esse será um momento muito doloroso para os pais das crianças, que precisam colocar seus filhos em uma situação desconfortável. Como é uma situação inesperada, é papel dos médicos responsáveis manter os familiares informados e bem amparados.
As crianças precisam de cuidados redobrados durante os primeiros anos de vida, por isso, é importante conhecer quais são os outros males que podem aparecer durante esse período. Leia agora mesmo o nosso conteúdo “Exames Para Diagnosticar Autismo: Quais São as Opções?”.

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